Nona expedição bate recorde de cirurgias

Atendimentos às comunidades terminaram nesta segunda-feira, 17

Millena Grigoleti

A nona expedição do Barco Hospital Papa Francisco, pelas comunidades ribeirinhas do rio Amazonas, no Pará, bateu o recorde de cirurgias. Foram 69 ao todo. Os números são preliminares e incluem os procedimentos realizados de quarta-feira, 12, até esta segunda-feira, 17.

São cirurgias de vesícula, hérnia e remoção de cisto, entre outras. Ao todo, foram 27 pequenas cirurgias e 42 médias ou grandes. O navio, repleto de voluntários, é administrado pela Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus, com sede em Jaci. Os números preliminares já somam 1.484 consultas e 1.947 exames, entre laboratoriais e de imagem. Já foram ainda 799 atendimentos farmacêuticos.

Entre os voluntários, estão dois cirurgiões, um urologista/cirurgião, uma anestesiologista, dois dentistas, um clínico geral, um oftalmologista, um ortopedista e um fisioterapeuta, além de um neurologista que viaja sempre com o barco.

Os atendidos vieram das comunidades em que o barco foi e de dezenas de outras próximas. Entre eles estavam dona Maria e a neta Rosi, de 3 anos, de São Francisco, que foram a Vira Sebo receber atendimento. A menina passou por atendimento no oftalmo porque estava com olho lacrimejando. Dona Maria é quem cuida da neta, já que a mãe da pequena morreu logo após o parto. Outra moradora, Raquel, da Vila Canaã, também passou por consulta com oftalmologista para trocar o óculos - que já a acompanha há anos.

O barco passou pelas comunidades de Ipanema, Purus e Vira Sebo, todas na cidade de Prainha - que tem cerca de 30 mil habitantes. Com 32 metros de comprimento e 430 toneladas, o barco chega aos locais anunciada antes pelas duas ambulanchas e presta atendimento aos moradores, que não têm acesso a especialistas e, para conseguir consultas, precisam viajar por horas de barco.

Susto

Em Ipanema, um susto. Parte do trapiche - pontes de madeira construídas para permitir o deslocamento dos moradores no período das cheias do rio, principalmente entre março e abril - caiu em frente à escola da comunidade. Uma adolescente, duas mulheres, uma com um bebê de 26 dias no colo, caíram junto, mas, por Deus, não tiveram grandes ferimentos. O bebê nem se molhou.

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